Thursday, April 09, 2009

Associação Nacional de Farmácias vs Ana Jorge




VS
Depois de alguns anos a trabalhar em farmácias, vêmos de tudo, principalmente idosos a escolher os medicamentos que a carteira lhes permite levar nesse dia.


Sei que muitos dos médicos trancam as receitas para não permitir que sejam trocados os medicamentos de marca, por genéricos, pode ser porque o genérico não é totalmente igual em termos de composição ou porque está com vontade de ajudar nas vendas de determinada marca, (sempre se falou de que os laboratórios ofereciam viagens por isso).

Agora a Associação Nacional de Farmácias lançou uma campanha que permite que o farmacêutico que avia a receita, possa vender ao cliente um genérico mesmo com a receita trancada. O que foi coisa de pouca dura, porque ontem ao fim do dia, já estava cancelada a campanha e porquê?

A ministra da Saúde Ana Jorge diz que João Cordeiro (presidente da ANF) recuou, como quem diz que ganhou a guerra; ora pois, se ela diz que não paga a participação do Estado nas receitas em que o medicamento tiver sido trocado, é normal que as farmácias não possam fazer nada!

Mau é mesmo para as pessoas que compram, que se ao médico não lhe apetecer deixar que comprem genéricos, pagam bastante mais...

No fim de tudo só consigo pensar que enquanto Ana Jorge diz que a ANF quer é vender os genéricos que vai produzir, e a ANF diz que não, os portugueses vão pagando o que podem e o que não podem por medicamentos que realmente necessitam para levarem vidas o mais satisfatórias possível.

1 comment:

fuschia said...

Isso tira-me do sério.Mesmo.Uma vez, cheia de febre, corri Mem Martins inteiro à procura da merda de uns comprimidos que o meu médico me tinha receitado. Simplesmente não havia em lado nenhum, porque era Inverno, toda a gente estava doente como eu e curiosamente todos os médicos estavam a receitar a mesma coisa. E sim, tinha trancado a receita. Até que encontrei finalmente uma farmácia com uma senhora competente, que me disse que quando não há em stock, mesmo trancada, podia aviar um genérico. É completamente estúpido o Estado não comparticipar, porque os farmacêuticos também sabem o que estão a vender!