Monday, November 13, 2006

Ego

"O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A
sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo
que o rodeia." Osho in Ego, o Falso Centro
"Ego: Psicanál. Personalidade do indivíduo definida como um equilíbrio entre as tendências elementares (o "id") e a censura social interiorizada pelo indivíduo (o "alter ego")" in Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse Selecções


Estou a pensar no que o nosso ego é capaz de fazer; o que não interessava à partida, passa a interessar, só porque agora, nós deixamos de lhe interessar (estou a fazer-me entender?)...

Vamos começar pelo princípio, sempre achei que a única coisa que nunca ia permitir era que me maltratassem o Ego, sei que tenho um Ego grande, se calhar maior do que eu, coisa que considero um dos meus defeitos, mas que até determinada altura nunca tinha permitido que, como diria o meu "esponso", alguém me "pusesse a pata em cima". Como é habitual "pela boca morre o peixe" e como bom Peixes que sou, não podia fugir à regra e deixei que me massacrassem o Ego até ao ponto de não retorno, e até esse custou a chegar, já que consegui engolir sapos que nunca pensei possível.
Mesmo assim, depois desta experiência, com aquilo que sobrou do meu Ego, consegui voltar a construir aquilo q ele era (ou mais ou menos).
Agora com o que tenho no momento, pelos vistos ainda não aprendeu a não dar importância a determinadas coisas e faz-me começar a querer aquilo que à partida não queria, só porque o que eu não queria, passou a não me querer...


Difícil de perceber? Então imagina como está a minha cabeça!

11-11-06 5.27a.m.

6 comments:

Anonymous said...

Na minha humilde opinião se existe coisa que nunca podemos perder é a nossa AUTOESTIMA!!!

Nem nos devemos rebaixar muito.

Parece-me que deixaste as coisas irem longe demais, mas estás de volta ao bom caminho...

De vez em quando estar um tempo sozinho também faz bem para clarificar as ideias e por a cabeça em ordem. Pensa nisso.

Jocas

Rebelmind Out...

Anonymous said...

“A maneira mais segura de apanhar um comboio a horas é perder o anterior"

Tenho a certeza que fará uma calma viagem ao encontro do seu ego, pelas janelas da sua linda cabeçinha.

O Martini é o meu pequeno contributo para saborear a viagem.

dKin said...

Bem, nem sei se devo ficar ressentida com essa conversa da minha linda cabecinha...

Mas um Martini cai sempre bem!

Niki said...

percebi perfeitamente.... quando chega uma altura em que começamos a não conseguir falar ou até pensar muito dos sapos-engolidos-que-nunca-pensámos, já a auto estima está no chão, já nada corre bem, até os cães nos mijam em cima... costumo dizer que o importante é não parar, os cães não mijam em carros em andamento pois não?

quanto ao querer aquilo que à partida não queria, só porque o que eu não queria, passou a não me querer... tens a certeza que o teu signo é peixes e não aquário???

beijos

Nuno Guronsan said...

O que não me mata, fortalece-me. E o meu pseudo-ego tem levado muita porrada, está cheio de cortes e feridas, mas não, não está enfraquecido, pelo contrário, cada vez rema mais contra a maré e contra as pessoas que não valem a ponta de um corno.

Desculpa lá, mas despertas-te qualquer coisa cá por dentro.

Beijos e força para o Ego.

Faisca said...

Já percebi que estas toda baralhada nessa cabecita (des-penteada), o ego, é coisa séria ou por outra, pode ser se deixarmos que este nos comande as ideias, quanto ao que dele nos podem magoar, isso é uma outra questão e antes que eu contribua para a tua baralhação, vou explicar.

Assim, como diria “Jack, O estripador”, ‘Vamos por partes’. O ego pode ser muito bom para a nossa self estime e também para nos servir de motor de arranque em algumas situações na nossa vida que requeiram um empurrãozinho, por outro lado o mesmo ego pode-nos ser prejudicial se fizer com que “embandeiremos em arco” e fiquemos a achar que somos os maiores do mundo e os mais giros e tudo.
Para terminar resta-me dizer que o que quer que seja que deponhamos aí fora no mundo à mercê das pessoas que de si são erráticas e passíveis de nos fazer mal, até sem quererem, fica sujeito a ser magoado, negligenciado e até espezinhado.

Moral da história: “You can’t stand the heat, get out of the kitchen”

Beijos grandes para ti, obrigado pelas tuas palavras e é também para mim sempre um grande prazer ler-te.