Tuesday, December 26, 2006

Questão pertinente ou impertinente?

Culpado até prova de inocênte, ou inocênte até prova de culpado?

É que nos dias de hoje, é complicada a velha história de todas as pessoas são boas, até que mostrem o contrário. Cada vez mais me é difícil acreditar e pôr as reservas para trás das costas, é que quando agimos ao contrário, magoamo-nos menos... Mas também acabamos por magoar mais e no meio dessa mágoa, pode sobrar para nós...

E vocês, o que dizem?

5 comments:

cuotidiano said...

Não há pessoas boas nem más. As a que chamamos boas têm qualidades que apreciamos e defeitos que pouco nos dizem; inversamente, as a que chamamos más têm qualidades que não apreciamos particularmente e defeitos que nos põem "piursos"!

Em todos nós há bom e mau, por isso mais vale ir andando sem nenhum norte em especial, sem pensar muito, que acabamos por encontrar sempre "alguém portador de uma estrela".

Finalmente, também acho que não se deve estar "de pé atrás" quando se conhece alguém - é que isso falseia tudo. É como uma manifestação em que há jornalistas ao pé - não se passa o mesmo que se passaria se eles lá não estivessem, a verdade ficou adulterada pela sua simples presença. Aplicado ao caso, a desconfiança era o jornalista, a manifestação a... manifestação de sentimentos.



Beijo

doceKin said...

Concordo contigo cuotidiano, o único senão é ñ conseguirmos ficar impermeáveis às coisas menos boas que os outros nos aprontam... Podia ser q o "pé atrás" ajudasse à defesa da alma... Mas sem dúvida q nos iria privar tb da naturalidade das coisas!
;)
Tks, beijito

anacoreta said...

Sou a favor de dormir sem pesos na consciência: prefiro adormecer a sofrer por me terem tratado mal, que a pensar que não tratei bem alguém por desconfiar dessa pessoa.
Mas isso sou eu, e eu não me enquadro assim tão bem na realidade actual! :P

kiss me said...

Acho que por mais defesas que tivermos elas desaparecem todas quando nos queremos mesmo entregar...e o problema é esse!

Faisca said...

Pessoalmente acredito piamente que as pessoas se dividem em "boas" e "más", o que acontece com frequência é que as pessoas boas não são perfeitas e por isso têm deslizes de personalidade o que lhes trás remorso arrependimento e angustia (na maioria dos casos). Da mesma forma que as pessoas "más", por vezes nos fazem querer que não o são por não ser popular ser "mau" e porque precisam de espaço e confiança para aplicarem as suas armas contra nós. Em suma, todas as pessoas vivem nesta zona cinzenta e eu prefiro expor-me o mais possível e sem restrains, e desta forma chegar o mais rápido possível à identificação dos meus inter-agentes.