Saturday, January 20, 2007

Onde foi o Amor?

Em conversa com alguns amigos, cada um em separado (que homens não desabafam destas coisas em grupo como fazem as mulheres), comecei a ver delineado um padrão que não abona nada à minha parte (mulher), eles não se conseguem apaixonar.
A que se deve tamanha falha? Estaremos nós a deixar de ser interessantes, ou por outro lado, depois de lhes terem passado pelas mãos tantas mulheres, acabaram por perder o interesse pela alma de uma mulher, apontando unicamente para o lado físico?
Ou será que a cada momento que passa, cada um vai construindo a sua história e fica sem paciência para a história que vem com a outra pessoa?
Ou ainda será que na bagagem que eles trazem vem tanta coisa menos boa que deixaram de acreditar?

São tantas as perguntas, tantas as hipóteses e nenhuma a verdadeira resposta. Afinal, quem não se consegue apaixonar, não é à partida, porque não quer, ou pelo menos não se tem a noção de que não se quer, pode ser o subconsciênte a criar a barreira e o consciênte a não ter a noção...
Mas de qualquer maneira é uma situação que não os deixa contentes, sentem a falta de algo, sentem-se vazios.
Em alguns dos casos, eles não permitem que ninguém os ame e como tal, não se permitem a amar, mesmo antes de poder acontecer ou não, o alarme dá o alerta e recuam, pensam a mais diria eu.

O que é certo é que isto deixa-me um tanto ou quanto desconfortável, de momento não estou apaixonada, mas tenho receio de estar e estar diante de um espécimen destes. E depois, mais um estilhaço neste pobre que bate cá dentro, que já viu melhores dias...

Ainda haverá quem ame?

8 comments:

dry-martini said...

Proust dizia que "a felicidade é no amor um estado anormal", no entanto não concordo com a generalização, até porque "para aqueles que não entendem o amor, a Terra não é redonda nem quadrada; é chata” :)

XinXin

anacoreta said...

As mulheres só conhecem os rapazes errados! A maioria dos meus amigos ia contrariar-te. EU sou a maior prova de que as coisas não são como dizes. As últimas vezez que terminaram comigo foi porque eu sou muito "sufocante". Se calhar até têm razão em pensar isso, mas eu continuo a achar que não era assim tão mau. :/ Infelizmente vocês precisam de jogo, de desprezo, de não-romantismo, para gostarem de alguém. Enquanto assim for, vão andar sempre a queixar-se...

Acho que é por isso que dizem que as mulheres se casam sempre com a esperança de mudar o homem com que se casaram, enquanto que os homens se casam com a esperança que as mulher nunca mude.

P.S.: Continuo a achar que não podemos separar as coisas em homens e mulheres - há de tudo em ambos os sexos.

doceKin said...

Anacoreta, eu tb fazia parte das mulheres q se deixam envolver em relações q ñ as completam, na expectativa de q as coisas mudassem, entretanto com a experiência, fui-me deixando disso e agora, sou ao contrário de tudo aquilo q disseste q "nós" precisamos.
E penso q com os anos vamos aprendendo uma série de coisas e esta mudança dá-se.

Neste caso específico falo de homens q ñ se conseguem apaixonar pq é realmente o q tenho constatado no meio onde me movo, ao contrário das mulheres, q se continuam a apaixonar e a ser desiludidas...

Vitor said...

A pergunta que deixas neste brilhante post, não tem de facto resposta!

Poderia dizer-te o que penso do assunto, mas temo que o espaço reservado aos comentários não fosse nem suficiente, nem o adequado a tal resposta. Poderia por outro lado socorrer-me de uma bela frase de outra pessoa que sintetizasse tudo, mas também nesta alternativa estaria implicita a ideia de limitação e desajustamento.

Como tal não o faço!

Ainda assim deste-me uma excelente ideia para um post desta semana!

Brilhante post!
Beijinho

Alf said...

Vou pensar...

Peter's Thoughts said...

Ora bem...
Já te "sigo" algum tempo (na penumbra é certo) e hoje decidi comentar.
Não posso estar de acordo com o que dizes, na "incapacidade" de os homens se apaixonarem ou não, pois tenho provas do contrario numa experiência recente, e que felizmente continua. No entanto foi atribulado chegar a este ponto, por minha culpa, porque estava demasiado "fechado" para amar, mas também por culpa da outra parte que me exigia muito logo de início. Esse, penso é um dos grandes problemas, por isso que tal começar por um "deixa andar", sem grandes objectivos de futuro e sem "rotulagens", comigo resultou, pode ser que com vocês resulte...........ou então não!

Beijos

L.B. said...

Creio que concordo um pouco com todos, pois todos descrevem um pouco as suas experiencias, mas existe um tema a salientar, é que estamos num era diferente onde os valores, as ideias, tudo é diferente. É a nova geração de uma homogenização de culturas, valores, eticas, histórias, informação, etc.

Penso que ainda nos estamos a ambientar como lidar com esta situação.
A mulher ter lutado pela sua evoluçao do posto de trabalho e na sociedade é um exemplo.

Assim as condições que rodeiam o amor também se alteram.

O amor quando é puro será sempre a maior simplicidade de todos os sentimentos e sensações, se formos honestos tudo na nossa vida irá encaminhar-se para que nós amemos e sejamos amados.

Neste momento existem muitas exigencias para com o outro, como com a nossa pessoa, com tudo.

Concordo em muito com o quebrar da barreira que nos deixou magoados em experiencias passadas.

Já dizia Dalai Lama

“Ama como nunca tivesses sido magoado”

Jogos e desprezo nunca foram a solução para mim, a comunicação é que tem de ser simplicista e verdadeira.

jg said...

Doce, a questão não é assim tão linear. Mas isso são outros 500tos.
A falha, essa sim, está explicada. É a mundialmente conhecida Falha de Sto André. Ao que parece vai dar cabo, mais ano menos ano, de S. Francisco.
Mas isso é lá prós Estates...