Tuesday, January 02, 2007

Perguntas dificeis

Começo o ano com uma pergunta difícil, qual é a real diferença entre o amor entre amantes e o amor entre amigos?

Será que o amor entre amantes é, indo ao conceito mais básico, amor de amigos com sexo à mistura?
Não consigo conceber o Amor assim, quando se ama é-se amigo em 1º lugar, mas o sexo torna-se uma experiência quase divina, junta almas, quando se ama o coração bate mais rápido, o toque faz toda a pele arrepiar, o olhar vale as mil palavras não ditas e as ditas ficam gravadas para sempre, pequenos nadas transformam-se em tudo...
Já o amor de amigo, a amizade, é um sentimento puro, em que as pessoas se respeitam mutuamente, constroem vidas paralelas onde sabem que a outra pessoa vai ter sempre lugar...

Há hipótese de haver confusão entre as duas coisas? Se sim, qual é a barreira que faz com que alguém abdique de uma amizade por um engano, carência?

Para mim é egoísmo puro, quando se faz uma pessoa amar, para depois acabar por ser apenas um erro de entendimento, já que se gostamos da pessoa como amiga, como alguém que gostamos que faça parte da nossa vida, não queremos fazê-la sofrer, logo, tem que ser um caso pensado e repensado até à exaustão, para se ter todas as certezas do mundo...
É claro que num relacionamento nunca há muitas certezas... Vai correr bem? Vai funcionar? Mas de qualquer forma, há coisas nas quais tem que haver certezas, que são, se se gosta ou não e da maneira que se gosta...

Ok, pode-se sempre amar e deixar de amar, porque não se conhecia bem a pessoa, porque afinal não se "ouve a mesma canção", por inúmeras coisas, mas amar e depois descobrir que afinal não era? Tenham a santa paciência!

(Bem afinal, não foi só uma pergunta difícil... Desculpem aí qualquer coisinha!;o))

15 comments:

Rafael said...

Não me parece haver uma receita linear para explicar a diferença entre os vários tipos de relação. Cada um de nós tem motivos e estímulos diferentes para amar, para se relacionar com os amigos, para fazer sexo...

Confusão? Isso está à vista de todos. Por vezes até se torna num caos, tal é o turbilhão de emoções. Isto acontece por diversos factores:
1- Ser difícil fazer amigos verdadeiros
2- Ser difícil encontrar cúmplices para se ter uma relação séria
3- Os dois anteriores provocam um estado de carência, necessidade de envolvimento afectivo... que se mistura com a necessidade instintiva de ter prazer
4- Esta mistura de necessidade de afecto com sexo, faz com que as pessoas confundam amizade com namoro, atracção por paixão, sexo por afecto... quando tudo isto é diferente.

Há claramente muito egoísmo. Quando alguém está carente, o mais usual é tornar-se mais ingénuo. E ai, existem sempre pessoas prontas a aproveitarem-se. Fazem o seu discurso manipulador e caçam a presa indefesa... deixando-a ainda mais combalida depois de lhes retirarem o que queriam.

Conselhos rápidos:
1- Lucidez
2- Paciência

Beijo,

Rafael :)

su said...

OHH OHH! nada facil nao senhora, nada facil! e esta ein? ate me doi a cabeça! bjinho

anacoreta said...

Amor, amizade, ódio... para mim isto é tudo um só sentimento, mas com diferentes intensidades. Imagina um botão de volume: no meio está a indiferença, no máximo é o amor e no mínimo o ódio. O amor entre amantes não é de certeza amizade com sexo! O prazer físico pode existir no sexo com um/a amigo/a, mas não é o mesmo que "fazer amor". É preciso algo mais, aquilo a que eu chamo o click. Muitas das vezes isto não passa de atracção física, noutras é algo mais misterioso e que não conseguimos compreender muito bem.
Para mim é neste ponto que está a resposta à tua pergunta: a diferença é o click.
Concordo contigo, quando se começa uma relação o mínimo que temos de saber é se gostamos da outra pessoa para além da amizade, se existe o tal click. E sim, existe por ai muita carência. Muitas vezes as pessoas sentem-se sozinhas e acabam por se deixar levar quando alguém lhes dá atenção, ou simplesmente porque sentem uma qualquer atracção por ela. Mas ao fim de algum tempo deixam de se sentir confortáveis nessa situação e fogem, sem sentir qualquer tipo de responsabilidade sobre a dor que provocam.
Todos nós devíamos primeiro ter a certeza do que sentimos antes de iniciar uma relação. É que se o sentimento não for forte o suficiente nunca vamos conseguir ultrapassar os obstáculos com que nos vamos deparar e há sempre alguém que acaba a sofrer.
Após se iniciar a relação a única razão que devia existir para terminar era perceber que são incompatíveis, mesmo gostando bastante um do outro.
Mas continuará sempre a existir muito egoísmo por ai...

doceKin said...

anacoreta e se te disser q havia uma compatibilidade mto grande a todos os níveis, ou pelo menos, ñ tive qq indício do contrário...
Torna-se no mínimo estranho, para ñ falar da tal parte do sofrimento de quem ñ estava de todo à espera... Coisas...

anacoreta said...

Eu disse que essa razão devia ser a única para a relação terminar, não quer dizer que assim seja. Como disse, existe muito egoísmo por ai.
O facto de para ti existir uma grande compatibilidade não quer dizer que ele sentisse o mesmo. E mesmo que ele dissesse que gostava muito de ti, ou que te amava, não quer dizer que realmente o sentisse. Se calhar até tinha dúvidas... Mas as possibilidades do que ele estava a pensar/sentir são imensas, é difícil dar-te certezas quando eu nem o conheço. Na verdade, no que toca ao Amor, nunca há certezas.
A única coisa que tenho a certeza é que ele não te amava. E isto devia ser o suficiente para conseguires seguir em frente, pois de certeza que não queres ficar com alguém que não sente o mesmo que tu. (Sim, eu sei... é fácil falar...)

doceKin said...

Sim, tens razão, eu ñ quero ninguém nessas condições, mas tens q concordar q faz uma certa confusão.

Beijito

anacoreta said...

Eu sei que faz... eu próprio ando a batalhar com algo semelhante! "Sim, gosto de ti, mas não quero estar contigo". Não foi bem assim, mas foi parecido. O que importa é que não se limitam a cortar-nos as rédeas e por isso ficamos a remoer tudo o que se passou e a tentar compreender o que falhou.
Sei que vais recuperar rapidamente. Infelizmente não tenho a força que já notei em ti, por isso vou continuar os meus desabafos por mais uns tempos...

Tudo de bom **

cuotidiano said...

"O amor e o ódio são os cornos da mesma cabra" - ditado "viking"

É que nem sempre sabemos o que sentimos - apenas sabemos a intensidade.

Como me parece evidente, normalmente as palavras (e, consequentemente, as definições) só atrapalham. Por isso, o "deixa andar" que, na maior parte das vezes se revela asneira, no caso "amoroso" até parece inteligente - aí saberemos o "caso em que estamos".

Ah, antes que me esqueça, existem situações em que a amizade se transforma em amor, sem passar pela costumeira paixão - o Ser Humano é mesmo estranho, não é?

Beijo

PS - Que porra de contributo para a discussão é que eu haveria de arranjar...

doceKin said...

cuotidiano, sei perfeitamente o q queres dizer com a passagem de amizade para amor... E é um caminho bastante mais tranquilo do q com a paixão pelo meio, já q de momento acho q a paixão só tem q existir nos momentos certos, em tudo o resto, tolda-nos a visão e o pensamento.

Kiss

cuotidiano said...

Completamente de acordo!

No entanto, acho que assim é à laia de "infelizmnete" - no sentido de que, se se conseguisse passar da paixão para o amor criando amizade pelo caminho, seria muito melhor...

Beijo

ZUKO said...

"Todos nós devíamos primeiro ter a certeza do que sentimos antes de iniciar uma relação"

Explica-me como.

Isso é muito giro de se dizer, mas é completamente impraticável. Porque o sentimento MUDA DURANTE a relação. No inicio pode haver uma atracção de pois passar apara amor e depois para indiferença.

Ora se eu, quando sentia atracção e não amor, achasse que devia ficar por ali, (por não ter amor) não lhe dava hipoteses de ele (o amor) vir a crescer .

E agora não respondas quese acabou ou se no inicio não era amor então não se defia ter começador, please...

doceKin said...

Zuko, estou a dizer para se pensar bem, se isso implicar uma boa amizade q se possa perder, só pq agora te lembraste q até sentes uma atracção pela pessoa. Isso sim é puro egoísmo e para ñ falar q mostra mto pouca amizade pela pessoa em questão!

anacoreta said...

Se o sentimento muda durante a relação é porque ou tu não conhecias bem a pessoa, ou a pessoa mudou. Se gostas de alguém pelo que ela é não é suposto o teu sentimento mudar. E se realmente muda, faço-te esta pergunta: gostavas realmente dessa pessoa ou estavas simplesmente a testar uma paixão?
E quando testas a paixão precupas-te minimamente com os sentimentos da outra pessoa? Ou assim que percebes que afinal nem gostas assim tanto dessa pessoa despachas-a e passas para outra? Porque não pensar um pouco antes de gir?

doceKin said...

Anacoreta, esta conversa parece uma pescadinha de rabo na boca, Isso é aquilo q eu estou a tentar dizer desde o início, convém pensar...

anacoreta said...

Estava a responder ao ZUKO... para a próxima meto o nome! Sorry :P