Saturday, November 15, 2008

Pergunta o sr Primeiro Ministro...

...o que é que os cidadãos querem do seu sistema de Educação?

Ora bem, eu, como cidadã, mesmo ainda não tendo filhos, preocupa-me o facto de haver a possibilidade de eles não conseguirem ter uma boa educação numa escola pública. Eu andei numa, e foram tempos muito bons, onde conheci pessoas fantásticas das quais não me quero ver longe nunca, para além de professores excelentes, com os quais era possível comunicar e aprender. Professores em que se nota que o ensino lhes está no sangue (também os conheci ao contrário, mas esses nunca foram muitos, ou sequer significativos).


Estive a ver como era feito o processo de avaliação dos professores. No meio de um esquema estranho, onde há quem avalie quem avalia, ao mesmo tempo que avalia o avaliado de quem avalia, (sim é difícil!) o que mais grita no processo, é mesmo a existência de quotas, ou seja, existe determinada percentagem para cada nota, e se houver mais pessoas a merecerem uma nota que já tenha a sua quota preenchida, tem que ter outra nota qualquer.

Ora isto é ridículo!


Para além destas regras serem, no mínimo, obtusas, tiram toda a fidedignidade dos resultados. E por falar em tirar crédito aos resultados, há também os tais exames mais faceis e a história de não querer chumbar os meninos... Mas isso é toda uma outra história, que dá todo um novo post!

Eu só não sei é por este andar, onde é que vamos parar!

1 comment:

telma said...

Sem ser o que me disseste acerca disto, ainda não li mais nada sobre a avaliação dos professores, mas consigo imaginá-los a ir buscar isso a uma gaveta muito poerenta e pensarem vamos usar este método!Na Finlândia usaram-no há 50 anos, para nós deve servir! Parece uma coisa que foi copiada de algum lado, sem olhar para a nossa cultura e para a precaridade em que o ensino se encontra, seja físico (escolas, falta de material) seja psicológico (os professores sentem sempre a corda ao pescoço, seja por nunca sabererem onde vão calhar no próximo concurso, seja porque nunca saberem quando vão apanhar com uma paulada na cabeça, de um pai ou de um aluno).