Monday, March 23, 2009

Fogo posto no Gerês

Foto here

Mais propriamente na Mata de Albergaria.
Ainda mal acabou o Inverno e já temos fogos a lavrar por aí. É certo que houve dias mais quentes que o normal para a época, mas não devia acontecer na mesma.

Sabe-se à partida que os fogos podem acontecer, quando há lixo, nomeadamente garrafas, que através dos seus vidros fazem com que os raios solares se transformem em potenciais maçaricos, beatas mal apagadas, fogueiras também mal apagadas e fogo posto.

Para evitar as três primeiras causas, têm-se vindo a fazer campanhas que, espero eu, têm chegado à cabeça das pessoas, agora a quarta causa é a mais complicada.


Como evitar que alguém se lembre de fazer fogo num qualquer sítio?

Já ouvimos muitas vezes que alguém pôs fogo num determinado sítio porque gosta de ver os bombeiros em acção, ora, dentro da cabeça dessa gente, por acaso passa o facto de o fogo ser quase uma entidade e que sob as condições certas deixa de ser controlável? Que podem haver pessoas que se magoam no processo, ou que perdem tudo, só porque esse alguém quis ver os bombeiros?!

O que é que se pode fazer? Fazer passar a ideia para as pessoas que as penas são muito severas? Como, se na maioria dos casos não se apanham os culpados?

Complicado...

1 comment:

fuschia said...

Estive na serra da Estrela há uma semana e estavam a limpar as matas à beira da estrada, no dia a seguir, soube que estava a arder. Ou seja, não há limpeza que seja suficiente, quando alguém se esforça por pôr aquilo a arder. Eu acho que devia haver primeiro maior prevenção, nunca é demais. Depois guardas florestais por todo o lado, por esta altura. Aqui na serra de Sintra, há uns anos atrás havia uma polícia própria. E depois, punir. Procurar pelo culpado e aplicar uma pena pesada. Porque além do dinheiro que isto no custa a todos, custa-nos vidas de bombeiros e custa-nos a perda de floresta com tudo o que tem dentro, que não são só árvores. Mas também, basta olhar para o aspecto dos quartéis de bombeiros para perceber a importância que o Estado dá ao assunto.