Tuesday, March 20, 2007

"Guerras"

Há coisas com as quais eu sei à partida que não sei lidar, agora a pergunta é, porque é que me meto nelas?

Pois... Entro nestas "guerras" sempre armada até aos dentes, cheia de força e convencida de que realmente vou vencer... (Nesta, até consegui aguentar as barreiras durante mais tempo do que seria de prevêr)
Quando deixei de conseguir conter a água dentro da barragem, ela não irrompeu furiosa, foi só transbordando devagarinho, de maneira a que quando desse conta, já estava inundada, e aí, absolutamente ciente de que me ia afogar.

Agora, depois de afogada (grande surpresa!!!), dói pra caraças!

Desta vez, avisada desde o dia 1.
E até há pouco tempo, esse aviso levantava os muros da barragem, até deixar de haver tijolos com os quais aumentar... Mas não tive coragem de dizer "Pára tudo!" e "recolher as tropas".
Dei-me conta mais uma vez, de que continuo crente, crente de que do lado oposto à Lei de Murphy*, há uma "lei" que faça acontecer tudo o que de bom houver para acontecer. A de Murphy ganha sempre...

Não estou a pensar entrar noutra tão cedo! Mas como me conheço e sei que há coisas que fazem parte da matéria de que sou feita, eventualmente, vou esquecer-me desta "guerra", ou pelo menos suavizá-la através dos olhos do tempo e volto a partir rumo a nova batalha, armada de novo...

Será que vou continuar durante muito tempo a lutar nestas "guerras"? Parece-me que irei lutar até vencer.

Irei alguma vez acabar por vencer?


*Lei de Murphy- Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal.

4 comments:

Rafael said...

Normalmente o que está em causa na constante entrada em novas batalhas é o gosto pelo desafio. Pelo menos comigo surge sempre aquele pensamento, por vezes até meio diabólico, do "Será que consigo?! heheheh... vamos lá então, vou conseguir.".

O que eu reparei é que com uma ligeira alteração do meu pensamento, conseguia meter-me nas "guerras" mas, quando dava conta de uma possível derrota, conseguia ter uma retirada estratégica. Então passei a pensar desta forma: "Será que consigo?! heheheh... vamos lá então tentar."

A palavra tentar é muito importante, pois funciona como uma espécie de "consciencializador". Obriga a que uma pessoa pondere aquilo que faz olhando aos meios para atingir algo. Quem apenas tem o espírito de olhar para o resultado sem perceber os meios... hum... está tramado :).

É importante que a consciencialização funcione antes e durante a "guerra". Temos de perceber quando parar e a desculpa do "mas há momentos que não dá para parar" e "agora é tarde mais", são simplesmente desculpas esfarrapadas. Há sempre um momento stop, mas que normalmente é mais cedo do que queremos, por vezes até corresponde e nem começar a guerra. No entanto, por orgulho ou por simples falta de lucidez, não se pára no devido momento.

Em relação à tua última pergunta, acho que quem mantém a honra intacta durante a "guerra" ganha sempre, pois hoje em dia por vezes aprendemos mais com os erros de uma derrota do que com os louros de uma vitória.

Beijo,

Rafael :)

Faisca said...

Olá, começo a sentir vontade de bater em todos esses projectos que teimam em fazer-te a vida negra. São estas coisas que normalmente dão origem a que as pessoas desistam das outras e comecem a achar (com alguma razão) que as pessoas são genericamente "más para a saúde". Não são! Ainda há esperança nesta humanidade, só tens que ter uma paciência de Jó.
Quanto à lei de Murphy, deixo aqui uma explicação sobre a sua origem para aqueles que nunca ouviram falar dela.
Beijo, até já.

Faisca said...

Murphy’s Law, é um adágio popular da cultura ocidental que provavelmente é originário da base aérea de “Edwards Air Force Base” em 1948. Esta lei na sua versão mais popular diz que assim “As coisas vão correr mal em qualquer situação onde exista a possibilidade de isto acontecer”. Se existir mais de uma maneira de fazer uma coisa e uma dessas poder resultar em desastre, então alguém fará dessa maneira. É com maior frequência citada como “O que pode correr mal, vai correr mal” (ou alternadamente) “O que pode correr mal, vai correr mal e no pior momento possível”.
Edward A. Murphy, Jr. era um engenheiro de testes da McDonnell-Douglas trabalhando num projecto de rampas de foguetões para a força aérea norte-americana em 1948. O projecto testava a capacidade e tolerância do ser humano perante a aceleração física, chamava-se (USAF Project MX981). Uma das experiências, envolvia montar 16 acelerómetros em diferentes partes do corpo do sujeito. Havia duas maneiras dos sensores poderem ser colados nos acelerómetros e claro está que alguém metodicamente instalava todos os 16 sensores, exactamente da forma errada. Murphy então criou a forma original deste adágio que o sujeito em teste (Major John Paul Stapp), uns dias mais tarde numa conferencia de imprensa citou erradamente. Que era “Whatever can go wrong, will go wrong)”.

Miss Kin said...

Rafael, tentar tento sempre, mas desta vez achei mesmo q ñ me ia estatelar ao comprido, em pleno campo de batalha, tinha tudo controlado... Ou ñ! Agora ñ estava à espera de mesmo avisada, ainda fazer tanta mossa.

Faísca, obrigada pela "aulinha" ;)
Quanto aos "projectos"... Deixa lá, às tantas devias bater-me a mim, por me conseguir enganar tanto quanto às minhas capacidades de fazer como diz o Rafael, uma saída estratégica.

Kisses for both of you