Tuesday, June 23, 2009

Marcha pela fertilidade


Saúde

Marcha pela fertilidade lembra necessidade de mais apoios

"Contra o preconceito mas, sobretudo, em defesa da saúde reprodutiva. A infertilidade é um problema para muitos casais e, por isso, houve uma marcha no Porto a favor de novos apoios para a fertilidade. O problema afecta cerca de 300 mil casais, só em Portugal. Existem iniciativas e apoios, mas também existe a constatação de que ainda são insuficientes. A jornalista Graça Rocha, reproduz o essencial das mensagens que organização e participantes na marcha quiseram deixar num percurso de dois quilómetros, no Parque da Cidade do Porto, para assinalar o Dia Nacional da Fertilidade e o Mês Internacional da Fertilidade.

2009-06-21 12:56:33"
Oiçam o podcast, é curtinho.



Infelizmente, por causa do estilo de vida, da poluição e outros factores conhecidos e desconhecidos, existe um número crescente de casais que não conseguem ter filhos. Pelo que percebi por algumas entrevistas feitas na Marcha, o estado paga um ciclo de tratamento, mas os casais precisam sempre de mais, para terem sucesso, mas como os tratamentos são caros, muitos não têm hipótese de continuar a fazê-los.

Eu percebo o ponto de vista, percebo a necessidade de se ter um filho, de se gerar um ser, até percebo que as pessoas sintam necessidade de que um filho tenha o ADN dos pais e que saia parecido com um dos dois, ou com traços do avô e os olhos da avó... Eu percebo tudo isso.
O que eu não percebo é porque é que, não há mais desses casais a optar por adoptar uma criança, de tantas as que estão na guarda do estado, ou de associações e que precisam desesperadamente de uma família, alguém que os ame e que lhes dê uma vida merecida, porque ninguém merece ser abandonado e não se sentir pertença de nada nem de ninguém.

De onde vem esta suprema necessidade de partilha de genes e sangue?
Se até os animais quando não têm crias têm facilidade em passar por cima e adoptar crias até de outra raça se for preciso.
Ser-se mãe ou pai é dar amor, ensinar a viver, ensinar a ultrapassar obstáculos, construir um "mundo"... Será que em vez de perder mais tempo da vida a fazer tratamentos, não podem pensar em aproveitar esse tempo com uma criança que já esteja no mundo?

Sei que adoptar no nossa país não é pêra doce e não acontece de um dia para o outro, mas ao menos é um projecto que tem um final feliz mais certo do que um tratamento, não é uma incógnita que traz mais sofrimento, quando não cumpre o esperado...

Se acusarmos o Estado de alguma coisa, é de não facilitar e de não fazer com que os processos de adopção sejam mais rápidos, porque o tempo roubado à infância das crianças, ninguém mais devolve. De resto se o Estado devia ajudar em alguma coisa mais, era nas custas do processo de adopção.

2 comments:

src said...

tambem me perguntava o mesmo... pq nao adoptam?!?
ate q uma amiga me explicou... ela casou, tentou engravidar durante 2 anos, fez exames e tratamentos ate perceber o "problema" q tinha.
"nos entretantos" meteu os papeis p adopçao...
7 anos depois de saber q sofria de infertilidade é sujeita a fertilizaçao in vitro e engravida á 1a! (sorte, mta sorte)
a filha ja fez um ano...
as entrevistas e visitas e questionarios dos serviços de adopçao continuam... e ela, apesar de ja ter uma filha biologica nao deiste da adopçao de outra criança... mas em portugal a coisa é dificiiiiiiiiilllllllllll. consegue ser mais facil ser sujeita a tratamentos de fertilizaçao do q adoptar!!! ridiculo! mas é o pais q temos...

Miss Kin said...

Eu tinha ideia de ser muito tempo agora 7 anos, ou perto disso, é ridículo!