Wednesday, April 04, 2007

Amo?

Gosto, mas agora, como gosto?

Já aqui disse muitas vezes que me conheço melhor do que ninguém, e como tal conheço a minha maneira de sentir e o que me atormenta agora é saber que estou apaixonada e esta não é a minha maneira de estar apaixonada, a minha maneira é tempestuosa, violenta, um furacão de sentimentos que me percorrem o corpo todo, me impedem de pensar e... Bem, como diz um querido amigo, sou muito "falta de ar".
Hoje, aquilo que sinto não é nada disso, é calmo, sereno, assim como que em paz. A única vez que me senti assim tinha uma relação feliz... Era amor que eu sentia na altura, já tinha passado a paixão avassaladora, tinha ficado só um imenso amor feliz.
Sentir-me assim agora é um contra-senso, não estou feliz, não tenho uma relação... E também é ridículo pensar que amo alguém desta maneira tranquila, sem todo aquele backround que o tempo e a convivência trazem.

Esta lucidez deixa-me louca! Ou será o contrário?

11 comments:

bonifaceo said...

Isso pode querer dizer segurança. Não sei se me consigo explicar, mas tipo, conheces tão bem a outra pessoa, e a relação já é tão forte que não há aquela cena tempestuosa e "falta de ar" que falas, que acho acontece mais quando acontece com alguém que se conhece há pouco tempo, ou que nos começámos a relacionar melhor há pouco tempo e nem sabemos como demonstrar os nossos sentimentos.
Bem, olha não sei... falar também é fácil, agora acertar no que se diz...

L.B. said...

Concordo com o Bonifaceo

Cada situação é uma situação, cada pessoa é uma pessoa, cada momento é um momento. Por mais que tentemos arranjar um padrão do que fazemos e sentimos, tudo sai diferente, e a razão, é que basta um segundo para a minha consciencia modificar peranto mil e um acontecimentos.

Miss Kin said...

Bonifaceo, acho q tens razão, é mesmo por aí...

L.B. e quando a pessoa não é assim tão diferente?

cuotidiano said...

O Amor acaba quando lhe chamamos "relação" - passa a ser normal.

... e o Amor é tudo menos normal, padronizado, é tudo o que nos dá na gana e mais além, muito para além de sonhos e delírios e... seja o que for, menos uma "relação"

Beijo


PS - Nunca me tinha apercebido desta importância das palavras...

bonifaceo said...

O blog não é meu, e por isso não queria entrar em diálogo, mas não concordo com o cuotidiano. Uma relação, quer dizer ligação, e amorosa então... é impossível que não haja amor. Se for uma relação, significando acima de tudo conformidade, aí sim, poderá já não haver propriamente amor...

Miss Kin said...

Estou contigo Bonifaceo, relações temos com tudo, o amor tb é uma relação interpessoal, com mto mais significado do q mtas, mas é uma relação na mesma.
Cuotidiano, eu gosto da palavra relação, entre pessoas, entre coisas... Gosto por estar implicita a interacção. E os sonhos e delírios na minha ideia, há quando há paixão, agora amor amor, já vai para além das actitudes arrebatadas, da falta de ar, das "butterflies in your stomach"... Mas como sempre, é só uma opinião q se tem do significado das palavras.

Kiss

cuotidiano said...

Provavelmente não me terei explicado bem - pelo que o nosso amigo acima não percebeu o que eu disse.

O que eu pretendia dizer é que as coisas não devem ser padronizadas, encaixotadas, normalizadas, indiferenciadas, pois cada momento ou estado de espírito ou seja o que for que lhe chamemos entre duas pessoas é único e não deverá ser standartizado, tipo "casamento é assim".

Por outras palavras, não se deverá aceitar um esteriotipo mas sim criar a nossa própria vivência com o outro - "mal-acomparado", estava a rejeitar a ideia da palavra ("relação", casamento", o que fosse) se sobrepor ao desejo, à necessidade, ao encontro, ao amor.

Mas, "prontes", não venho aqui para criar polémicas e/ou discussões, acho que já me vais conhecendo ao longo deste tempo e perceberás o que eu queria dizer.

Um beijo para ti, um abraço para o nosso (bom) amigo Bonifaceo

bonifaceo said...

Ah, cuotidiano, sim, na boa, a minha maneira de começar a comentar o teu comentário também não foi a melhor. Não há o porquê de haver chatices num assunto como este, até gosto desta partilha, o autor é que poderia não gostar que nos extendêssemos em comentários, daí eu ter dito aquilo.
Concordo contigo quando falas em não estandardizar, cada caso é um caso, claro... daí por vezes a coisa ainda se tornar mais complicada.
Um abraço.

Miss Kin said...

Meus amigos, vocês estão autorizados a estender-se nas considerações como vos der "na telha". ;)

Quanto ao enfiar as coisas dentro de nomes esteriotipados, acho melhor enfiar as coisas dentro de nomes, do q enfiar os nomes dentro das coisas, ou seja, é melhor dar um nome a uma relação, mas fazer disso, imagina, do namoro, fazer um namoro à medida daquilo q vocês são, do q tentar fazer a vossa relação encaixar-se na palavra namoro esteriótipada... (será qme fiz entender, já parece um novelo de tão enrolado q saiu..)

Agora um à parte, e só pra vocês, amo mesmo! ;)

Kisses aos dois

bonifaceo said...

Hum, percebi bem o que quiseste dizer, e é bem, como dizes é que tem lógica, não fazer da relação o que se acha ser um namoro estereotipado.
Amar é o que é preciso. O "mal" é o início da paixão... o turbilhão...
Beijo.

L.B. said...

Como se diz " a vida não é dificil, o que é dificil é saber vivê-la"

ou então a "A vida é fácil para quem quer vivê-la com hamornia, amor, comunicação e trabalho"

assim tudo se organiza com um pouco destes elementos.

comparação de pessoas, "não é assim tão diferente?"
Será, mas quem disse que tem de ser parecido e/ou diferente?

Eu penso que temos é que temos de afrouxar o complicómetro, ai é que está o segredo, quando passamos por algumas experiências que teimam em ligá-lo.

O coração responde, o resto é preciso trabalhar para a felicidade.

Beijo